Certamente que já se interrogaram sobre a forma como surgiu o nosso conceito “take yououtsidethe box”,  talvez alguns de vocês já tenham lido a história no nosso site, mas faz-nossentido aqui no nosso blog, partilhar convosco alguns detalhes engraçados e curiosos nunca antes divulgados.

Tudo começou no dia em que eu, Pedro, que sempre fui um adepto da imprevisibilidade, recebi da Cláudia o presente de aniversário que vou resumir como tendo sido o mais surpreendente em 37 anos e despertou o campista irreverente que desconhecia existir dentro de mim… um fim de semana prolongado a bordo de uma campervan!

Adorei não só o facto de ter recebido um presente de aniversário original, mas por ter percebido que ia comemorar o meu aniversário a fazer uma roadtrip em grande estilo…numa caravana que desafiava a minha capacidade de improviso e espírito aventureiro.

Arrancámos os dois de Lisboa numa 5ª feira, com a caravana atestada como se fossemos um mês de férias,tal não era o nosso entusiasmo que se sobrepôs à capacidade de síntese e sentido prático que estas coisas requerem. E porque as malas não eram em volume suficiente, ainda levámos o nosso Beagle na altura com 3 meses, que para quem conhece esta raça sabe que tinha mesmo tudo para ser um fim-de-semana inesquecível.

Sem nada marcado, dirigimo-nos para sul rumo à costa vicentina, uma zona que já conhecemos bem e sempre quisemos explorar melhor. Esta era a oportunidade perfeita!   

 A2, foi a nossa escolha, mas a primeira tomada de consciência: A caravana tinha dimensões de classe 2, consumo considerável e a velocidade para viajar em segurança num veículo de grandes dimensões não se justifica nas autoestradas.Resultado: 10.70€ e 1h30 de viagem. Apesar disso, mantivemos o entusiasmo e continuámos o nosso percurso.

Chegados a São Torpes, decidimos encostar para almoçar e tirar aquela fotografia que tínhamos visto nas redes sociais.Nova tomada de consciência, “petroleiros não atracam em marinas”!Tivemosde procurar um estacionamento em parques próprios e a foto tirada (ao final de 100 tentativas) ficou perfeita, mas sem aquela vista de porta aberta na caravana com o reflexo do sol a bater na água, mas ficou a tentativa.

Prosseguimos viagem até Porto Covo, mais concretamente até à Praia da Samoqueira e da Ilha do Pessegueiro.Pareceu-nos a escolha perfeita para aproveitar aqueles 22 graus sem vento, que foi sem dúvida um presente extra do São Pedro. Próximo dilema, onde dormir? Podíamos ter decidido pelo campismo selvagem ou até pernoitar nos parques destinados somente a autocaravanas, mas no caso da primeira opção, por inexperiência, tivemos algum receio e por questões de segurança e até de comodidades (a caravana escolhida não tinha wc ou chuveiro),resolvemos jogar pelo seguro e fomos para um Parque de Campismo.Mais uma novidade, o campismo… quem havia de dizer que quase aos 40 anos ainda teria oportunidade para experimentar uma coisa destas? Aos dias de hoje, ainda que tenhamos consciência que dormir de frente para o mar é único e tentador, existem vários parques de campismo com grande proximidade das praias, pelo que nos pareceu a melhor escolha e a mais sensata.

As dunas e paisagens são para serem preservadas, todos nós Vanboxers aventureiros, devemos ter isto sempre presente em todas as nossas viagens. Existem hoje em dia, algumas aplicações mobile com vários parques (de campismo ou não) em que a pernoita é autorizada com infraestruturas bastante completas e paisagens inacreditáveis.

Praia da Ilha do Pessegueiro
Praia da Ilha do Pessegueiro
Praia da Samuqueira
Praia da Samoqueira

Outra das novidades nesta roadtrip, foi cozinhar num fogão portátil apenas de um bico, o que nos fazia perder algum tempo a confecionar as nossas refeições, mas é incrível como, com o espírito certo e mente aberta, tudo é possível! Dali saiu um belo esparguete com atum à moda universitária e ainda levou um pouco de molho de tomate para tirar aquela consistência semelhante à do cimento (o beagle também adorou).Estava delicioso e a noite estrelada foi o acompanhamento perfeito. Sobrevivemos ao 1º dia…

Campismo Porto Covo
Campismo Porto Covo

 

2º dia, 9h da manhã já estávamos prontos para continuar aquela experiência.Novodesafio ao pequeno-almoço a fazer lembrar uma competição doMasterchef: fruta,pão, ovos mexidos e leite com café tudo feito na caravana com os ingredientes e poucos utensílios que dispúnhamos. 10h30 seguimos em direção a Milfontes, Brejo Largo e Longueira. Assim que chegámos ao primeiro local apercebemo-nos da dificuldade ou falta de hábito de conduzir veículos grandes, “Cláudia podes sair e ajudar-me a fazer manobra?”. Conduzir uma Caravana não é difícil se a estrada for reta e só quisermos circular em contexto fora dos meios urbanos, o problema nunca somos nós, são as paredes, os outros carros, enfim o engenheiro que projetou a rodovia urbana e os parques de estacionamento deveria ter pensado nisto…

PS: Só uma nota para quem estiver a ler, tenho carta há 20 anos sem qualquer acidente e, presunção à parte, considero-me um bom condutor.

Com ajuda, foi possível, 10 minutos depois estávamos a deliciar-nos com aqueles croissants incríveis (vocês já devem saber quais são;) que nos obrigam a parar mesmo sem fome.

Croissants Vila Nova Milfontes
Croissants Vila Nova Milfontes

Retomámos viagem e a primeira praia do dia,foi uma das nossas favoritas, a do Brejo Largo.Um novo desafio para superar. A entrada na estrada de acesso à praia é de terra batida, própria para passar um carro de cada vez, mas vamos a isto que este fim de semana somos Nature Lifestyle Lovers e não há impossíveis! Entrámos na estrada de acesso, tudo correu bem, tirando os buracos que nos fez sentir o que é conduzir um smart no Iraque.

Naquele momento em que estacionei, automaticamente pensei, “Vai ser filme fazer inversão de marcha com isto, mas… penso nisso depois”. Caravana trancada, o chinelo de marca brasileira no pé, chapéu de sol, e seguimos…a praia estava com a maré vazia, areal de perder de vista e praticamente sem ninguém.

Praia do Brejo
Praia do Brejo Largo

Por volta das 17h em que a fome começou a apertar, decidimos ir comer ao marisco das Azenhas, aproveitando o facto de não ser época alta e não termos de ficar 2h à espera de mesa para lanchar.

Comemos, continuamos a comer e depois comemos mais qualquer coisa, que aqueles ares puxam pelo apetite. Terminámos deviam ser quase 20h e como tínhamos comido os percebes todos da costa vicentina, pensámos que podíamos dispensar o jantar e ir até Portimão para visitaros nossos amigos A. e o D.

Restaurante Azenhas do Mar
Restaurante Azenhas do Mar
Percebes
Percebes

Se já tinha sido difícil em VN Milfontes e Porto Covo, em Portimão foi como subir as escadas do Bom Jesus de joelhos…nova nota de rodapé, as caravanas tradicionais não são para levar para os centros urbanos, pouco manobráveis e difíceis de estacionar num comum lugar.

As 22h, já estávamos sentados na marginal de Portimão a pôr a conversa em dia com os nossos amigos.O tempo passou a correr e quando demos por nós era 1h da manhã.Só naquela altura é que se colocou a questão “Onde vamos dormir?”. Abrimos o Tablet e pesquisámos parques de campismo nas proximidades e apesar de haver um bem próximo de Portimão como queríamos ir mais para Oeste em direção a Sagres escolhemos o de Salema.Nova surpresa, existem parques de campismo com ótimas infraestruturas em Portugal!

Mais uma noite perfeita, estranhamente o frio que se faz sentir durante a noite não foi um problema, nada que um saco cama e um aquecimento não resolvam.

Iniciámos bem cedo o 3º e último dia, queríamos aproveitar cada segundo, então tomamos o nosso pequeno almoço (o parque tem pão quente) edecidimos que o percurso seria Zavial, Ingrina e Barranco de manhã, Cordoama, Castelejo e Tonel à tarde, ficando o pôr do sol guardado para o Cabo de São Vicente.

Os trajetos de acesso às praias eram mais simpáticos, já cabia um carro e meio, felizmente como era cedo e estávamos em maio não houve peripécias. O estacionamento e os lugares de parqueamento de uma forma geral estão preparados para veículos regulares (ligeiros de passageiros), acabamos por conseguir, ocupando dois lugares. Praias incrivelmente calmas, cor tipo caribe, pareceu-nos a oportunidade perfeita para tirar a máscara de snorkling (afinal aquelas coisas que raramente saem deram jeito). Ao almoço, aproveitámos a mesa da caravana e comemos unswraps com vista para o mar, simplesmente incrível.

Arrancámos deviam ser 14h em direção a Vila do Bispo, destino Cordoama e Castelejo. Aqui já foi mais complicado pelas dimensões, mas conseguimos. O estacionamento era mais completo, e arranjámos lugar no parque da praia da Cordoama. O mar estava calmo, mas já que a prancha nos tinha acompanhado, decidi pelo menos ir boiar. Com a maré a nosso favor, conseguimos passar para o Castelejo a pé junto ao mar. As praias são muito selvagens e com falésias a impor respeito, ainda assim existem alguns trekkers e praticantes de parapente para os que gostam de atividades mais radicais.

Praia do Castelejo
Praia do Castelejo

Ainda queríamos ir à Praia do Tonel, por isso arrancámos a meio da tarde. Chegados ao parque do Tonel, encontrámos uma vista lindíssima, aqui sim foi possível abrir as portas da caravana bem estacionada, pôr o Jack Johnson a tocar e olhar para o mar… foi uma hora de introspeção e de muita falta de vontade de regressar à realidade. Queríamos isto sempre, a sensação de liberdade e contacto com a natureza, mas como? As responsabilidades e obrigações levam-nos à rotina, esta vontade teria de ficar guardada no departamento dos sonhos.

Praia do Tonel
Praia do Tonel
Cabo São Vicente
Cabo São Vicente

Ao fim do dia fomos ver o pôr do sol ao Cabo de São Vicente, novo momento tcharamem que ficámos maravilhados com aquilo que temos num país tão pequeno como Portugal!

Como tínhamos 315km para fazer para regressar a Lisboa, fomos pela estrada costeira do Cabo de S Vicente até Sines e depois fizemos o restante caminho pela A2.

Depois daquele fim-de-semana, era frequente falarmos sobre um estilo de vida que nos permitisse repetir aquela experiência. Várias ideias surgiram, uma delas foi a de comprar uma autocaravana, mas erademasiado grande para nós os dois e para os passeios que queríamos fazer, o consumo de combustível considerável e se utilizássemos a autoestrada,pagávamos classe 2 nas portagens o que encarecia ainda mais as deslocações.  Então e se o nosso carro se transformasse? Foi uma daquelas ideias que ao princípio nos pareceu disparatada. Temos um Golf, íamos ter de dormir com as pernas encolhidas, o que seria desconfortável.

Ao longo do tempo para meu espanto, aquela ideia absurda começou a ganhar forma. Demorámos 2 anos, na seleção deuma carrinha que cumprisse com todos os requisitos, licenças e escolha de seguro, transformações e adaptações, na criação do branding, no merchandising, etc…etc..etc…mas finalmente conseguimos!

Criámos a VANBOX, uma frota de carrinhas Renault Kangoo Maxi com uma caixa que se transforma em cama ou sofá com mesa para refeições no seu interior (é daí que surge o nome de VAN+BOX) para que todos os queiram viver esta experiência de conhecer Portugal de lés a lés numa mini campervan. Trata-se de uma forma única de conhecer não só o litoral de Portugal, mas também pelas especificidades destas minicaravanas, apresentar a enorme vantagem de poderem complementar as vossas rodtrips com os centros urbanos, ou locais de difícil acesso às caravanas comuns, não ficando dessa forma condicionados ao acesso apenas das praias e parques de campismo.

Para além disso, o preço acessível associado ao baixo consumo destas caravanas e da classe 1 nas portagens, fazem com que esta proposta seja irrecusável.

Convidamos-vos a virem experimentar as nossas Vanboxs! Aceitam o convite?

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